A exposição individual de João Tabarra, patente na ZDB e na Galeria Graça Brandão em Abril e Março [2007], vem evidenciar que estamos diante de uma das obras mais ambiciosas e intensas da arte contemporânea portuguesa. A obra mais recente aparece reunida com o nome de G, a constante gravitacional, evocando uma condição essencial de uma lógica planetária anterior ao aparecimento do homem e à formação do sujeito polÃtico. Esta exposição aparece, assim, circulando entre a proposta de uma "desheroificação" da construção histórica e a reposição de uma teia polÃtica simplificada face à condição partilhada dos seus participantes: a de serem, de coexistirem na superfÃcie terrestre. — Por João Maria Gusmão e João Urbano
Herwig Turk e Paulo Pereira têm desenvolvido um projecto artÃstico a vários tÃtulos excepcional, com a peculiaridade de ser protagonizado por um artista plástico e um biólogo. Têm explorado aquilo que gostam de caracterizar como regiões de fronteira, onde ocorrem sobreposições de territórios disciplinares, e para isso têm construido uma linguagem poderosa a partir do uso da fotografia, do vÃdeo, da escultura e da performance. — Entrevista por João Urbano